ANAMA
PT EN
Retrato de Aymeé Wentz
Soprano

Aymeé Wentz

Decidida a ser cantora lírica desde a infância, Aymeé Wentz iniciou seus estudos de piano e canto aos 10 anos, dedicando-se intensamente à música desde então. Participou dos coros infantil e juvenil da OSESP, experiência que contribuiu para sua formação musical e para sua atuação no Coral Paulistano, onde integra o corpo artístico desde 2011.

Cursou Canto Lírico na Zürcher Hochschule der Künste (Suíça) e aperfeiçoou-se com Marília Vargas, Jane Thorner Mengedoht, Barbara Bonney, Eliane Coelho, Luciana Serra e Christoph Prégardien. No palco operístico, interpretou a Primeira Sacerdotisa em Iphigénie en Tauride (Gluck), Zerlina em Don Giovanni e Barbarina em Le nozze di Figaro (Mozart), além de integrar a Academia de Ópera do Theatro São Pedro.

Atuou como solista em obras de Bach, Mozart, Fauré, Rossini e Brahms, destacando-se pela versatilidade, expressividade e refinamento musical.

Como a música entrou na sua vida?

A música entrou na minha vida por meio da minha mãe. Ela ouvia música constantemente e costumava cantar junto, encontrando nela um refúgio e uma forma de expressão. Eu participava desses momentos e, ainda criança, me encantei ao assistir a um concerto dos Três Tenores na televisão. Fiquei fascinada pela potência e pela beleza daquele som tão diferente. Comecei a tentar reproduzir aquelas vozes e percebi a reação de surpresa e admiração das pessoas ao meu redor. Foi nesse momento que senti que havia encontrado meu propósito. Aos 8 anos, decidi que queria ser cantora de ópera.

Como você gosta de passar seu tempo livre?

Sou uma pessoa bastante caseira e adoro passar meu tempo livre com a minha família. Tenho um cachorrinho que amo muito e gosto de aproveitar as tardes brincando com ele. Também gosto de assistir filmes e séries, descansar e aproveitar os momentos simples do dia a dia. Outra paixão é conhecer lugares para comer bem. Adoro experimentar novos sabores e compartilhar esses momentos com pessoas queridas. Para mim, o tempo livre é uma oportunidade de recarregar as energias e estar perto de quem amo.

O que você costuma fazer no dia de um concerto?

Dependendo do concerto, procuro adaptar minha rotina às exigências da apresentação. Quando o repertório demanda maior concentração, busco cuidar ainda mais da alimentação, reservar momentos para meditação e revisar mentalmente alguns trechos importantes. Também gosto de me organizar com antecedência para me arrumar com calma, sem pressa ou imprevistos. Apesar desses cuidados, procuro manter minha rotina habitual o máximo possível, pois isso me ajuda a permanecer tranquila, focada e conectada com a música.

Qual o seu compositor brasileiro favorito?

Villa-Lobos é, sem dúvida, meu compositor brasileiro favorito. Suas obras para soprano são extraordinárias e revelam uma riqueza de cores, sonoridades e emoções que sempre me encantam. Tenho uma profunda admiração pela natureza brasileira, e sinto que sua música traduz de forma única a força da floresta, a diversidade dos sons e a beleza dos nossos poemas. Cada interpretação de suas obras é uma oportunidade de me conectar com elementos que amo e que fazem parte da identidade cultural do nosso país.