Mikael Coutinho
Mikael Coutinho é tenor lírico, nascido em Caçapava (SP) e radicado na cidade de São Paulo. Iniciou seus estudos de canto em 2012 no Coro Jovem Sinfônico de São José dos Campos, onde teve seus primeiros contatos com o repertório sinfônico e operístico. Ao longo de sua trajetória, participou de importantes festivais e produções no Brasil e no exterior, destacando-se como solista em obras de Schubert, Haydn, Bach, Mendelssohn e Dvořák.
Atuou em óperas ligadas ao Theatro Municipal de São Paulo e ao Theatro São Pedro, além de integrar o Coro da OSESP desde 2023. Em 2025, conquistou o 1º lugar no Concurso Joaquina Lapinha.
Apaixonado pela música em suas mais diversas manifestações, possui especial afinidade com os repertórios francês e italiano, especialmente as obras de Massenet, Gounod, Verdi e Puccini. Atualmente, segue desenvolvendo sua carreira artística em busca de uma atuação cada vez mais ampla nos palcos e salas de concerto.
Quem mais te influenciou?
Minha maior influência vem das pessoas que enxergam a música como uma verdadeira vocação. Sempre admirei artistas que dedicaram suas vidas à arte com seriedade, disciplina e generosidade. Musicalmente, tenho grande afinidade com compositores como Massenet, Gounod, Verdi e Puccini. Também sou profundamente grato aos meus primeiros professores, Sergio Wernec, Lidia Schäffer e Elaine Morais, que acreditaram no meu potencial. Mais tarde, Helly-Anne Caram teve papel importante em minha formação artística, auxiliando-me no desenvolvimento de repertório e na compreensão dos diferentes estilos interpretativos.
Quais gêneros de música você ouve?
Sou bastante eclético. Embora minha atuação profissional esteja ligada à música erudita, gosto de ouvir diferentes estilos e acredito que todos têm algo a ensinar. Escuto com frequência música gospel, MPB e R&B, além do repertório lírico. Essa variedade de referências me ajuda a manter uma relação aberta e curiosa com a música, independentemente do gênero.
Antes de se tornar músico, você chegou a considerar uma carreira diferente?
Na verdade, a música sempre esteve presente na minha vida. Desde criança tive contato com ela e, mesmo quando tentei me afastar por um breve período, percebi que não conseguia ficar longe. Nunca houve outra área que me despertasse o mesmo interesse. De certa forma, a música sempre encontrou um caminho para me trazer de volta.
O que você costuma fazer no dia de um concerto?
Gosto de passar o dia do concerto de forma mais reservada e tranquila. Procuro descansar bastante, manter o foco e evitar excessos que possam interferir no desempenho vocal. Faço alguns exercícios de aquecimento e vocalizes ao longo do dia, sem exageros, apenas para preparar a voz com segurança. Também costumo reservar alguns momentos para reflexão e oração, o que me ajuda a subir ao palco mais concentrado.